Política

Quaquá terá que devolver para Prefeitura de Maricá mais de R$ 5 milhões usado no Festival da Utopia

Nesta terça-feira (14/05), foi divulgado um relatório do Tribunal de Contas do Estado do Rio, onde aponta que durante o governo do ex-prefeito Washington Quaquá, teria sido utilizado dinheiro público para promover um evento político-partidário, conhecido como “Festival da Utopia”, que aconteceu em 2016, usado pelo então prefeito Quaquá para promover o partido dele, o PT.

O TCE agora quer que o ex-prefeito devolva mais de R$ 5,3 milhões, que correspondem ao custo total do evento, em valores corrigidos. Quaquá ainda pode recorrer.

Não é nenhuma novidade que o Festival da Utopia foi promovido como evento partidário, já segundo o Tribunal de Contas, o documento apontou oito irregularidades na realização do evento, produzido e pago com dinheiro da prefeitura de Maricá. De acordo com o relatório, o festival reuniu “pensadores internacionais, artistas, escritores, sindicalistas e movimentos sociais”. Mas para técnicos do tribunal, na prática, foi “um evento político-partidário custeado com recursos públicos”.

No documento diz que a programação do Festival da Utopia é prova do caráter político do evento. Os técnicos do TCE citam o lançamento do livro “A resistência ao golpe 2016”, “Uma caminhada com Dilma Rousseff” e ainda o encontro “Eleições 2016 – as eleições que queremos e as possíveis plataformas do comum”. E também destacam um vídeo-convite com discursos políticos.

Irregularidades em pagamentos

Ainda segundo o relatório, fiscais do Ministério Público Eleitoral do Rio citaram a existência de uma “barraquinha da liderança do PT” ligada ao festival. Foram contratados, segundo o documento, 15 ônibus, além dos 13 automóveis e 25 vans que já seriam suficientes para o transporte dos palestrantes.

Irregularidades em outros pagamentos também foram apontadas. O custo de hospedagem do evento foi de pouco mais de R$ 80 mil, mas apenas cerca de R$ 10,5 mil foram gastos para hospedar os palestrantes. Situação parecida com a verificada na compra das passagens.

“Eram 16 palestrantes e acabou se pagando mais de 400 passagens. Também tem um número grande de hospedagens além dos palestrantes previstos”, justificou Mário Anache, subsecretário de Controle Municipal do TCE/RJ.

Washington Quaquá disse que o festival não foi um evento partidário e que a decisão do TCE é “revestida de absurda interferência política”. Ele disse que vai recorrer às instâncias cabíveis.

As assessorias dos ex-presidentes Lula e Dilma foram procuradas, mas não comentaram o caso.

Fonte: G1 – Globo

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