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Conta de luz terá aumento de 21% segundo a ANEEL

Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (13/03) o aumento da tarifa de luz para os consumidores.

As contas de luz dos consumidores residenciais da Enel Rio (antiga Ampla), terão um aumento médio de 21,46%. A alta começa a valer a partir da próxima quinta-feira (15/03). A alta nos preços segue a tendência observada nos reajustes aplicados pela Aneel desde o início deste ano, todos acima da inflação do ano passado (que fechou 2017 em 2,95%). O diretor-geral do órgão, Romeu Rufino, demonstrou preocupação com os seguidos aumentos.

“Tem que haver uma discussão do nível da tarifa. O grande impacto é oriundo de encargos setoriais. Essa questão precisa ser debatida. A tarifa ultrapassa os índices que medem a inflação no período. E aqui é tarifa, porque, quanto adiciona os tributos, o preço final pago aumenta. É um valor bastante significativo”, disse Rufino.

Quando a conta chega ao consumidor, ele paga pela compra da energia (custos do gerador), pela transmissão (custos da transmissora) e pela distribuição (serviços prestados pela distribuidora), além de encargos setoriais e tributos.

A falta de chuvas e o baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas registrados no ano passado também contribuíram para a alta na tarifa em 2018. Sem chuvas, foi preciso acionar mais usinas térmicas (que são mais caras) para garantir o suprimento. Parte dessa conta adicional ficou para ser paga neste ano.

Só de encargos setoriais — que cobrem programas do governo no setor elétrico —, os clientes de todo o Brasil pagarão R$ 16 bilhões nas contas de luz em 2018, uma alta de 22% na comparação com 2017.

A Enel Distribuição Rio atende a 3,1 milhões de unidades consumidoras no estado do Rio de Janeiro. É uma população de 6,6 milhões de pessoas, distribuídas em 66 municípios fluminenses.

A maior parte do aumento nas contas de luz da Enel Rio veio do reajustes nos custos de distribuição que, sozinho, subiu 8,86%. Também pesou no aumento os reajustes nos custos de compra de energia, de transmissão de eletricidade (que inclui uma indenização multibilionária que está sendo paga às empresas pelo consumidor) e de encargos setoriais.

 

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