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Comandante do 12º BPM anuncia a retomada do projeto Bom Dia Maricá

Com base nos dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), mostra que, na comparação dos dois primeiros meses do ano de 2018, bateu recorde do número de roubos a pedestres desde 2003, data do início dos registros: 400 casos foram relatados à Polícia Civil. Para combater essa realidade, o comandante do 12º BPM, coronel Márcio Rocha, disse que vai retomar o Projeto Bom Dia Maricá e Niterói para amenizar a situação.

As pessoas agora sabem que estão na mira dos bandidos e estão em alerta, mudando hábitos para se protegerem. Do início de janeiro ao fim de fevereiro, foram computados 400 casos de roubos de pedestres. O índice dobrou se comparado com o mesmo período de 2013, cinco anos atrás. Em média, 13 pessoas são roubadas por dia na cidade.

O comandante disse estar trabalhando 14 horas por dia, inclusive aos fins de semana, e explicou que o momento exige esse esforço alternado. “Estamos numa expectativa muito grande com esse processo de intervenção federal e espero que possa trazer melhorias efetivamente como se propõem”, disse o comandante.

Rocha afirma que a capacidade de investimentos está muito baixa e há carências de toda ordem no Estado. “Sempre achei que diante desta crise sem uma boa ajuda efetiva da União nós teríamos muita dificuldade de avançar. Estamos fazendo das ‘tripas coração’ e espero que possamos avançar neste 10 meses que faltam da intervenção. São 500 quilômetros quadrados de área em duas cidades importantes como Niterói e Maricá e mais de 600 mil pessoas, o que dá apenas um policial para cada 600 pessoas, quando o recomendado é um policial para cada 250 pessoas”, afirmou Rocha.

A boa notícia que o comandante dá a população e que já a partir de abril 200 viaturas novas estarão nas ruas da cidade, junto com 128 novos carros tipo patamo. “Esperamos ainda os investimentos federais em mais veículos, armamentos e munições junto com a expertise do exército de organização, planejamento e logística, isso vai colaborar muito conosco para melhorar a nossa atuação e serviços”, explicou.

O comandante tem dormido pouco para o combate diário da violência e ele tem motivos para isso. A cada sete minutos uma pessoa é morta violentamente no Brasil e no Estado não é diferente.

“Tem muitas armas de guerra circulando ainda. Ano passado foram 400 fuzis apreendidos retirados das mãos dos criminosos. Com essa intervenção até agora, esse ano, já foram apreendidas mais armas, munições e drogas do que no ano passado inteiro em termos gerais no país fruto do trabalho no controle das fronteiras”, explicou.

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